terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Imagens

Tito puente
Mario Bauza
Mambo


TITO RODRIGUES

Mambo e rumba

Introdução
Aqui falar sobre a história do mambo moderno tem início em 1939 quando Orestes López e Cachao López escreveram uma danzón (estilo com origens na contradança espanhola e a contredanse francesa) chamada "Mambo", com o uso de ritmos derivados da música africana. A contradanza chegou a Cuba no século XVIII, onde se tornou conhecida como danza.e sobre a Rumba que o embalo sensual da rumba nasceu como dança da fertilidade em que os passos dos bailarinos imitavam a corte dos pássaros e animais antes do acasalamento. Durante a dança, há sempre um elemento de insinuação e fuga,mas estudaremos nesse trabalho suas alterações até os dias de hoje

Desenvolvimento

O mambo sofre uma forte influência do Jazz, uma vez que a maioria dos músicos emigrados trabalhavam para os gangster Italo-Americanos, (que controlavam os cassinos) e pretendiam agradar os cliente com o ritmo mais americano, aos poucos foi-se introduzindo o som latino; daí existir uma grande influência deste ritmo.
O estilo musical e coreográfico conhecido como mambo nasceu em Cuba, fruto de uma fusão de várias sonoridades musicais. Ele recebeu forte influência das cadências afro-cubanas procedentes das cerimônias religiosas típicas do Congo. O termo com que ele foi batizado provém de uma gíria comum entre os músicos negros – “estás mambo?”, ou seja, “tudo bem com você?”. Estes artistas executavam um ritmo conhecido como El Son nos grupos musicais cubanos.
. Já o mambo moderno é criado em 1939, com Orestes López e Cachao López, que produziram uma danzón – gênero derivado da dança criolla, que tem como fonte a contradanza espanhola e a contredanse francesa, das quais várias danças de salão latino-americanas se originam – à qual deram o nome de Mambo, valendo-se de sonoridades procedentes da cultura africana. Sua versão foi executada pelo célebre conjunto Arcaño y sus Maravilhas.
Os migrantes negros do Haiti trouxeram consigo o cinquillo, elemento também presente em outro ritmo proveniente da contradanza, o Tango, nascido na Argentina. Em meados dos anos 40, músicos mais conhecidos, como Arsênio Rodriguez, Bebo Valdez, Orestes Lopez e seu irmão Israel Cachao Lopez; o pianista e arranjador do conjunto Casino de la Playa, Damaso Perez Prado, entre outros, enveredaram pelo estilo que posteriormente seria denominado nuevo ritmo ou apenas Mambo.

O maestro Damaso Perez Prado foi, porém, o responsável pela disseminação deste estilo musical. Em 1947, ele segue para o México, onde cria um conjunto de grande porte, ao qual acrescenta um fantástico segmento de sopros, inspirado no grupo de Stan Kenton. Munido destes recursos, ele parte para vencer a acirrada competição musical do mercado norte-americano.

Perez se valia dos ritmos afro-cubanos como esteios sonoros, fundindo-os a arranjos de orquestra absorvidos do jazz, especialmente do conjunto de Kenton, a quem ele admirava profundamente, honrando mais tarde esse sentimento ao gravar um de seus mambos. Pouco antes de deixar Cuba, ele deixou pronto na Ilha um disco 78 RPM, com a gravação de seus hits Mambo Caén e So caballo, bem aceitos pelo público local.

Na década de 50 o Mambo revoluciona a paisagem musical, não se rendendo nem mesmo diante do monopólio das big bands norte-americanas, graças ao talento de Perez, somado ao de outros cantores célebres desta época, tais como Xavier Cugat, Tito Puente e Beny Moré. Da autoria de Perez, Que Rico El Mambo (Mambo Jambo) foi o primeiro de uma lista inumerável de sucessos. O mambo Cerezo Rosa atinge em 1955 o topo da parada musical da revista Billboard, apenas destituído de seu posto pelo rock Around the Clock, de Bill Halley.

Este estilo musical, porém, não teve longa duração; seu sucesso foi efêmero. Mas esta sonoridade, que misturava ritmos cubanos e elementos jazzísticos, marcou a história da música cubana até princípios da década de 60. A partir daí ele foi superado pelo fenômeno do rock.

A Dança:
O mambo é uma dança sensual e muito popular, com ritmos Cubanos e Africanos. A palavra “mambo” significa “conversa com os deuses” e é também o nome de um tambor (esses tambores eram utilizados para fins sagrados e rituais).
A influência da dança Danzon, misturada com a dança dos escravos haitianos chamada Cinquillo começam a definir a dança do Mambo.
A palavra vem do Voodoo (Haiti / Africano), bem como as suas ligações para descrever a sacerdotisa de Voodoo, no Haiti. No entanto, o Mambo como palavra africana significa “Coro ou Vozes”. Há em vários países significados diferentes, mas sempre místicos, definindo a dança como se fosse a adoração aos deuses.
Indica-se que a principal origem dos seus passos advém da dança do Orisha Shango.
TITO RODRÍGUEZ - A VOZ DO MAMBO

Nascido em Santurce (Porto Rico), em 4 de janeiro de 1923, Tito sempre esteve ligado à música. Filho de um músico amador, Rodríguez foi apresentado aos instrumentos musicais ainda na infância, dedicando-se mais precisamente ao bongô. Seu irmão mais velho, Johnny Rodríguez (famoso cantor de boleros) foi o responsável pela profissionalização de Tito como músico, aos 13 anos, dando-lhe inclusive o nome artístico, em homenagem ao cantor e ator mexicano Tito Guizar, uma vez que para aquela época, segundo sua opinião, eram muitos Pablos e poucos Titos no cenário musical.
Depois de passar pelo conjunto de Johnny Rodríguez, Tito esteve em várias formações, trabalhando como percussionista e cantor, como nos conjuntos de Ladislao Martinez, Cuarteto Mayarí, Conjunto Marcano e Conjunto Siboney. Para fins dos anos 30, Johnny e Tito partem para tentar a sorte em Nova York. Cantando numa orquestra liderada por Johnny, Tito começou a consolidar sua fama, passando a integrar orquestras de maior renome, como o Conjunto Caney, Enric Madriguera e Xavier Cugat. Se teoriza que é nessa época que Tito Rodríguez conheceu aquele que seria o seu grande rival musical e em popularidade: Tito Puente.

Com um nome já estabelecido, Tito ingressou na orquestra de Frank Grillo “Machito” em 1947, gravando alguns discos de 78 rpm. Um ano depois, formou sua própria orquestra, The Mambo Devils, o que não durou muito tempo, pois Tito faria parte então daquela que era uma das mais famosas orquestras latinas de Nova York para aquela época: a do pianista cubano José Curbelo, onde Tito Puente era o timbalero e um dos arranjadores. Isso também não durou muito tempo, pois por causa de mal-entendidos e desavenças com Curbelo e Puente, Tito Rodríguez se retirou da orquestra e retomou se trabalho com o antigo grupo que havia formado, agora com o nome de “Los Lobos Del Mambo”, com um estilo calcado na sonoridade da orquestra de Pérez Prado. Por outro lado, Curbelo lança a Tito Puente como solista à frente de um grupo chamado “The Picadilly Boys”, em 1949.

A década de 50 assiste ao “boom” do Mambo, introduzido por Perez Prado nos EUA, mas popularizado na comunidade latina por Machito, Puente e Rodríguez. Foi uma época muito produtiva para a música latina, pois cada uma delas vinha blindada por músicos legendários, que agregavam virtuosismo aos arranjos.

Esse desejo de superação acirrou ainda mais a rivalidade entre Tito Rodríguez e Tito Puente, a ponto de um não aceitar abrir o baile para outro, nem receber menos, se tivessem que realmente dividir uma apresentação.

Isso se refletiu também nos discos (mais de dez, entre 1951 e 1960), onde Rodríguez “dedicava” temas a Puente, e vice-versa, sempre em tom de provocação. Essa rivalidade só acabaria na década de 60.

Tito Rodríguez sempre esteve antenado com todas as novidades da música latina. Contando com músicos do quilate de Cachao, Chombo Silva, Victor Paz e Eddie Palmieri, além do próprio Tito, que dominava vários instrumentos, entre eles a guitarra, o vibrafone e o timbal, ademais de ser um legítimo representante da estirpe dos maraqueros. Gravou mambos, jazz latino, guarachas, charangas, pachangas, abraçou a bossa nova, dedicando-lhe inclusive um disco.


Mas Tito Rodríguez foi, antes de tudo, senhor do seu próprio destino. Por isso, depois de ter gravado para a Tico Records, RCA e United Artists, Tito abriu seu próprio selo, a TR Records, onde lançou novos talentos da música latina, sentindo-se livre para então dedicar-se, a tempo completo, à sua grande paixão: o bolero. Suas versões de “Inolvidable”, “Se Te Olvida”, “Nuestro Balance”, “Tú, Mi Delírio”, “Toda Una Vida” e “Un Cigarrillo, La Lluvia y Tú” se tornaram antológicas e obrigatórias até hoje. Para tanto, dissolveu sua orquestra, gravando um último LP ao vivo em Lima (Peru), que seria lançado anos mais tarde (1973), e passando a gravar com a orquestra do norte-americano Larry Holmes.

Marcelino Valdés e Chombo Silva, membros da grande orquestra de Tito Rodríguez.Muda-se para Porto Rico em 1966, passando a apresentar, entre 1968 e 1970, no canal 7 de San Juan “El Show de Tito Rodríguez”, onde recebia os principais astros do show-business mundial que passavam por Porto Rico. Foi também dono de casas noturnas, em sociedade com seu irmão Johnny. Em 1969, Tito começou a padecer de Leucemia, tratando-se na Inglaterra, e depois do fim do seu contrato com a TV porto-riquenha, se mudou para Coral Gables, na Flórida.

Gravou alguns outros LPs, apresentando-se ao lado de Machito, e abraçando o nascente movimento salsero. Seu LP “Algo Nuevo” (1972), gravado em parceria com Louie Ramírez é um dos principais discos da história da Salsa.

No entanto, a doença acabou levando Tito Rodríguez, em 28 de fevereiro de 1973. Sua herança para a Salsa é a estrutura de suas músicas, que seguiam a mesma formatação que a salsa tem hoje em dia. Seu estilo de cantar influenciou intérpretes como Cheo Feliciano, Oscar D’León e Gilberto Santa Rosa. Seus cuidados com o visual e com a voz são exemplares até hoje para os novos cantores


PÉREZ PRADO: O PAI DO MAMBO MODERNO
Quando você pensa na palavra “Mambo”, o que lhe vem à cabeça? Muito provavelmente os primeiros acordes do Mambo no. 5, acompanhado daquele grito de guerra que identifica o maestro Pérez Prado: “Aaaaahhhhh!!! Ugh!!!”.

Ainda que se tenha dado nos Estados Unidos o título de “Rei Do Mambo” para Tito Puente, para nós, centro e sul-americanos, esse cetro e essa coroa sempre pertencerão ao maestro, arranjador, pianista, percussionista, produtor e até mesmo cantor Pérez Prado.

Não se sabe ao certo a data do seu nascimento, mas a versão mais aceita pelos seus biógrafos é a de que Damaso Pérez Prado nasceu em 11 de dezembro de 1916, na cidade cubana de Matanzas. Foi ainda em Matanzas que Pérez Prado adquiriu os seus primeiros conhecimentos musicais, sendo um aplicado estudante de piano e órgão, tocando em clubes e cinemas locais.

Muda-se para Havana em 1942, e não demorou muito para que o seu talento se fizesse notar: tocou e fez arranjos para a Orquesta Cubaney e para a orquestra de Paulina Álvarez. E em 1943, em plena Época De Oro Del Son Cubano, o cantor Orlando Guerra “Cascarita” convida o jovem Prado a figurar no elenco de uma das melhores e mais afamadas orquestras de Cuba, a Casino De La Playa. A partir daí, Pérez Prado começou a desenvolver a sua concepção de Mambo.

A palavra “Mambo” vem do dialeto africano “ñañigo” (diga-se de passagem, é na comunidade ñañiga que surge uma das figras-chave do jazz latino, o tamborilero Chano Pozo), falado em Cuba. Provavelmente não tinha significado algum, mas era costume nessa época recitar a frase “Abrecuto y guiri mambo”, que era muito usada para abrir os concursos de dança. Seu significado era algo parecido como “Abra os olhos e escute”. No idioma africano bantú, mambo significa “conversa dos deuses”, e no Haiti, mambo era o nome dado às sacerdotisas do culto Vodu.

Contudo, que fique bem claro, ainda que Pérez Prado tenha concebido um estilo de Mambo que era só seu (assim como os estilos definidos por Tito Puente, Tito Rodríguez e Frank Grillo “Machito”, dos quais Pérez Prado foi o pioneiro), o ritmo tem como seus fundamentadores os irmãos Orestes e Israel “Cachao” López, que tocavam na orquestra charanguera de Antonio Arcaño.

Em 1947, Pérez Prado saiu de Cuba, por razões até hoje controversas. A versão mais aceita é a do compositor Rosendo Ruiz: “A incorporação, por parte de Pérez Prado, de elementos jazzísticos ao mambo foi violentamente atacada por algumas figuras da indústria musical cubana, entre elas estava Fernando Castro, representante da Southern Music Publishing, que detinha o monopólio da publicação de música cubana. Castro afirmava que Prado estava adulterando a música cubana com jazz americano. A conseqüência direta desses ataques foi o cancelamento dos contratos que Pérez Prado tinha como arranjador. Ao não poder continuar trabalhando em Cuba, Prado se mudou para o México”.

Iniciou então uma tournée por vários países: Argentina, México, Porto Rico e Venezuela.
O ano é 1948, e a Cidade do México é tomada pela “Fiebre Del Mambo”. Pérez Prado havia montado ali a sua orquestra, apresentando-se no famoso clube 1-2-3, freqüentado pela alta sociedade mexicana, onde ficou conhecido como o “Glenn Miller mexicano”, tendo como cantor principal ninguém menos que o grande Benny Moré.

A partir do começo da década de 50, as gravações de Pérez Prado realizadas pela RCA mexicana começaram a tocar nas estações latinas de rádio em Nova York e Los Angeles, causando verdadeiro furor. Tanto foi, que a RCA Victor americana o chamou para gravar nos Estados Unidos.

O sucesso de “Qué Rico El Mambo” impulsionou a carreira de Pérez Prado, originando a sua primeira tournée em terras ianques. Sua fórmula era imbatível: músicos bem treinados e uma presença de palco que tornavam inesquecíveis as apresentações de sua orquestra.

Na respeitada revista “Metronome”, o colunista Barry Ulanov opinava acerca de Pérez Prado e sua orquestra: “A melhor banda de Jazz do país não é dos Estados Unidos, mas do México. E nem sequer toca Jazz, mas Mambo. Cinco trompetes, um trombone, quatro saxofones e cinco instrumentos rítmicos, entre eles o piano, tocado por Pérez Prado, supera qualquer coisa que se produza por aqui”.

As primeiras apresentações de Pérez Prado nos Estados Unidos se deram em Nova York, no Puerto Rican Theater. Depois de realizar uma tournée pela costa oeste, A orquestra fixa-se em Nova York, tocando no Palladium Ballroom e no Hotel Waldorf Astoria.

Por incrível que pareça, à medida em que a carreira de Pérez Prado alcançava o seu apogeu nos Estados Unidos (bem como em todo o mundo), sua popularidade diminuía junto ao público latino de Nova York. Provavelmente porque enquanto o mambo de Prado estava dirigido mais ao público anglo-saxão, a sonoridade de Puente, Machito e Rodríguez tinha um sabor mais familiar aos imigrantes caribenhos. Em fins dos anos 50, a RCA estabeleceu um concurso popular para estabelecer qual era a orquestra mais querida: Tito Puente ou Pérez Prado. E Tito Puente venceu...

Em 1958, Pérez Prado voltou a ser o músico latino de maior evidência, ao emplacar o hit “Patrícia”, incluído na trilha sonora do filme “La Dolce Vita”, de Federico Fellini. Ao mesmo tempo, o maestro procurava inovar, introduzindo novos ritmos como o “dengue” e o “suby”, experimentações e variações com o mambo.

Damaso Pérez Prado é considerado um progressivo na música afro-caribenha ao ser o primeiro a introduzir instrumentos tais como a guitarra elétrica, o órgão e a bateria em seus arranjos.

Durante as décadas de 60 e 70, Pérez Prado viajou por muitos países, estabelecendo-se novamente na Cidade do México, onde ao mesclar elementos cubanos e mexicanos, criou um estilo por ele batizado de "Mambo mexicano" ou "Mambo mariachi". Gravou extensivamente para as gravadoras RCA, Orfeon e Victor, bem como em diversos selos pequenos nos EUA, México, Itália, Alemanha, Argentina e Japão.

Sua discografia está entre as maiores da música latina, entre LPs, CDs, singles de 45 e 78 rpm e fitas cassette, open-reel e 8-T. Em 1980, naturalizou-se mexicano. Continuou ativo até o final da sua vida, em 1989.

Sua última apresentação nos EUA foi em 1987, ano da sua última gravação. Para que se tenha uma idéia da importância de Pérez Prado e sua orquestra, basta dizer que por ela passaram figuras legendárias como Benny Moré, Armando Peraza, Mongo Santamaría e Johnny Pacheco. Por suas concepções musicais, que mesclavam as raízes cubanas com o jazz e com o rock, Pérez Prado é considerado um precursor da Salsa.

A “Orquesta Pérez Prado” é hoje em dia dirigida pelo filho de Pérez Prado, Pérez Prado Jr.

Machito e Mario Bauzá

“Tomando em conta as similaridades e diferenças nesses dois gêneros, só se podia chegar a uma fusão, visto que os dois são muito contagiantes para os músicos que a interpretam. A primeira apresentação de uma banda de Latin Jazz aconteceu em 29 de Setembro de 1949, quando se apresentou no Carnegie Hall de Nova York a Afrocuban Drums Suite, que reunia o trabalho de dois grandes músicos negros, um cubano e o outro norte-americano: Mario Bauzá e Dizzy Gillespie. Os dois maestros conseguiram fundir pela primeira vez de uma maneira exitosa a seção rítmica afro-cubana com uma orquestra de jazz.

Posteriormente, por recomendação de Mario Bauzá, Dizzy Gillespie contratou um grande percussionista cubano que respondia pelo nome de Chano Pozo e com o qual a orquestra de Gillespie continuou experimentando e criando vários clássicos do jazz latino como "Tin Tin Deo" e "Manteca".

Foi Chano Pozo quem introduziu a conga e a tumbadora nas Big Bands. Em geral, quando se fala de jazz latino, se pensa em uma parte harmônica, composta de piano, baixo, e às vezes guitarra, e em outra parte, de percussão que integram as congas, bongos, timbales, e a bateria, que compartilham a produção musical com os metais, formada basicamente por solistas de jazz. Desta maneira se consegue criar uma música que tem o melhor dos dois mundos: a complexidade rítmica da música afro-antilhana e a intensidade da improvisação jazzística”.

FRANK GRILLO "MACHITO" - O MAMBO PROGRESSIVO


O que dizer de um músico que era aplaudido até pelos seus concorrentes diretos? Ou então, que arrancou de Tito Puente a frase “O mais progressivo dos band-leaders latinos”? Machito foi muito mais que um músico; foi um inovador na forma de combinar os ritmos afro-cubanos com o jazz. Um homem que conquistou o respeito de seus pares, tanto na música caribenha como na música afro-americana. Sua parceria com seus compadres Mario Bauza e Chico O’Farrill compôs a tríade do que o Jazz latino teve de mais moderno durante os anos de ouro do Mambo e do Palladium Ballroom.

Não se sabe ao certo o local de seu nascimento.

Alguns estudiosos afirmam que foi em Tampa, FL (EUA). Outros por sua vez estão certos de que Machito era um legítimo habanero. Filho de um dono de fábrica de charutos (1), desde cedo Frank Grillo estabeleceu pontes entre os Estados Unidos e Cuba, em virtude dos negócios paternos.

Conta a história que Machito aprendeu as primeiras notas musicais no convívio com as enroladoras de charuto, e fazendo rumba com os funcionários. Na adolescência, já era um músico profissional. Sua imigração definitiva para os EUA se deu em 1937, quando se mudou para Nova York, como integrante da orquestra La Estrella Habanera. Até 1940, Machito participou como vocalista de diversos 78 rpm com a orquestra do espanhol Xaver Cugat.

Machito e sua orquestra: uma extensão da família Grillo.

Daí então Machito estabelece a sua própria banda, a “Machito and his Afro-Cubans”. Durante a década de 40, Machito tocou com as grandes estrelas do Jazz americano, como Dizzy Gillespie, Flip Phillips, Billie Hollyday e Charlie Parker, com quem gravou uma série de discos para o selo Verve, e transformou o disco “Fiesta” um item de colecionador. Um dos segredos do sucesso de Machito foi a colaboração com o seu cunhado, o trompetista e maestro Mario Bauza. Durante 35 anos trabalharam juntos. Mario, como o grande arranjador, criava as concepções e Machito as executava com grande propriedade.

Outro grande trunfo de Machito foi a qualidade dos seus músicos. Se de um lado os metais eram tocados por grandes ases do jazz americano, por outro seus percussionistas figuravam entre os melhores vindos de Cuba.

Entre eles, o tamborilero Chano Pozo. Dos porto-riquenhos, os destaques eram o timbalero Ubaldo Nieto e o bongocero José Mangual Sr. “Buyú”. Além de ser o vocalista e maraquero, sua orquestra sempre contou com a presença inesquecível de sua irmã, Graciela Grillo (que na opinião de Chico O’Farril, era a Ella Fitzgerald cubana). Sua outra irmã, Estella, era esposa de Mario Bauza.

Tito Puente e Machito, 1976.

Junto com as orquestras de Tito Puente e Tito Rodríguez, Machito marcou a época áurea do Palladium, um dos mais famosos salões de baile de Nova York, sendo a preferida dos não-latinos. Isso facilitou as coisas quando o Mambo entrou em decadência nos anos 60. Machito voltou-se então para o Jazz, acompanhando seus amigos em diversas sessões de gravação.

Contudo, ao contrário de Tito Puente, abraçou o movimento salsero que então surgia em Nova York. Criou então a “Machito’s Afro-Cuban Salsa Big Band”. Seu LP “Macho”, de 1970, é um dos melhores discos da sua carreira. Mesmo aderindo à Salsa, Machito não deixou de lado o seu gosto pela experimentação: a faixa-título é uma suíte em três movimentos, com mais de 15 minutos.

Ainda nesse campo, em 1975 lança o LP “Afro-Cuban Jazz Moods” com Dizzy Gillespie e sob a regência e arranjos de Chico O’Farrill. Para fins dos anos 70 e começo dos anos 80, viajou extensivamente pela Europa, tocando nos mais afamados festivais de Jazz. Três discos dessa época são também recomendáveis: “Fireworks” (com Lalo Rodríguez), “Live at North Sea Jazz Festival” e “Machito and his Salsa Big Band 1982”.

Os últimos discos de Machito foram gravados para o selo holandês Timeless. Em 1982, Machito ganhou um Grammy com o disco "Machito and his Salsa Big Band 1982".


Machito morreu em Londres, no ano de 1984. Estava se apresentando no Ronnie Scott’s Club, quando começou a passar mal no palco. Um ataque cardíaco fulminante (2) o levou, mas o seu legado ficará para sempre no coração e na mente de todos os amantes da música latina. Atualmente, seu filho Mario Grillo também é chefe de uma big band e viaja regularmente pelos EUA e Europa.

Nota do editor: (1) - Segundo o pesquisador peruano Luis Aparício Delgado Porta, Machito era filho de um comerciante, vindo de origem humilde. (2) - Outras fontes dão conta de que Machito, na verdade, foi acometido de um derrame cerebral. A causa mortis oficial nunca foi divulgada.

Rumba

é uma dança cubana em compasso binário e ritmo complexo que influenciou e foi incorporado ao Flamenco. No flamenco, caracteriza-se por um estilo mais suave e descontraente, de certa forma alegre, e de caráter menos misterioso do que os outros palos flamencos, como seria o caso da bulería, por exemplo. Em termos da melodia, a escala menor harmônica não é tão utilizada quanto nos outros palos, sendo que geralmente uma escala diatônica predomina e interage em breves momentos com a menor harmônica em suas notas ciganas (o que de certo modo ajuda a manter as características do flamenco nesse estilo diferente). Um bom exemplo de Rumba (como palo Flamenco) é a canção "Entre dos Águas" composta por Paco de Lucía. A influência de outros estilos musicais no Flamenco ocorreu majoritariamente no início do século XX, enriquecendo-o e o popularizando no resto do mundo.
Teve origem com a chegada de tribos africanas trazidas à Cuba pelos Espanhóis, mais precisamente na região de Quimbundo, Crioulla e Guiné. As danças dessas regiões eram inspiradas nos movimentos de animais (galo), Orixás (Xangô) e em situações do cotidiano.
Tais danças agrupavam uma exagerada combinação de movimentos do corpo em detrimento dos pés. A melodia era considerada menos importante do que o complexo cruzamento de ritmos produzidos pela percussão dos mais variados objetos do dia-a-dia.
A Rumba é uma dança relativamente simples para os principiantes aprenderem; atinge-se bastante depressa um grau razoável de sucesso. No entanto, esta mesma dança é o foco em que todos os melhores dançarinos de competição concentram muito tempo e esforço ao longo da sua carreira. Dançar bem Rumba é o objetivo de todos os aficionados de dança latino-americana. No decurso da sua longa historia a Rumba tem desempenhado muitos papeis. Começou como dança de fertilidade, durante a qual os bailarinos mimavam as danças nupciais que antecedem a acasalamento das aves e outros animais. Versões posteriores humanizaram essas conotações sexuais; ao compasso insistente e vibrante do ritmo erótico da musica a mulher executava movimentos sensuais e convidativos para atrair a atenção do homem que escolhera. A maior parte da coreografia usada na Rumba atual mantém a historia secular das tentativas da mulher para atrair e, em ultima analise dominar o homem a, servindo-se dos seus encantos femininos . Durante uma Rumba bem coreografada, existe sempre um elemento de provocação e fuga ; o homem é primeiro seduzido e depois rejeitado pelo seu par. Aos convites sensuais e eróticos da mulher responde o homem, que evidencia a sua imagem de macho executando proezas físicas para tentar ganhar os seus favores. A Rumba Cubana foi consideradas pelos melhores bailarinos como a dança clássica entre todas as latino - americanas. O ritmo da Rumba baseia-se em 4 tempos em cada compasso, dos quais o 4 é o mais forte. O Andamento padrão, é de 27 compassos por minuto.
O primeiro ritmo afro-cubano que se tornou conhecido no estrangeiro foi a Rumba. Músicos cubanos dirigidos por Don Azpiazu apresentaram esta música à cidade de Nova Iorque em 1929, e a Paris e Londres em 1930. Bailarinos de ambos os lados do Atlântico simpatizaram com esta nova dança e, em poucos anos, a Rumba Quadrado passou a ser a primeira dança latino-americana a estar incluída no calendário de danças sociais do Ocidente. As figuras básicas que usa são em forma de quadrado – daí o nome.
A chegada da Rumba reavivou o interesse noutras danças latino-americanas, algumas das quais tinham já sido apresentadas sem grande sucesso em anos anteriores, e por volta de 1945 o Samba (do Brasil) e o Jive (dos E.U.A.) passaram a integrar o cenário das danças sociais.
No decurso da história, a Rumba tem desempenhado muitos papéis; começou como dança de fertilidade, tendo as versões posteriores humanizado esta tendência. A maior parte da coreografia usada na Rumba atual mantém a história secular das tentativas da mulher para atrair o homem, servindo-se dos seus encantos. Durante uma Rumba bem coreografada existe sempre um elemento de provocação e fuga. O ritmo da Rumba baseia-se em quatro tempos em cada compasso, dos quais o quarto é o mais forte.
A Rumba, ou mais exatamente a Rumba Cubana, é sem dúvida, a dança mais popular entre a maioria dos dançarinos latino - americanos. Os princípios que lhe servem de base são espantosamente simples, mas representam um grau de dificuldade que leva muitos anos a aperfeiçoar.
Rumba requer uma sensação boa de ritmo e também persistência para dominar a técnica que tende ser saltado por dançarinos menos qualificados. Isto vêm como resultado de bom equilíbrio e movimento coordenado dos tornozelos, joelhos e quadris. O treino ininterrupto permitirá aos dançarinos executar a Rumba em uníssono.

Basicamente a Rumba é o espírito e a alma da música e dança latina americana: tem ritmos completamente fascinantes e expressivos que permitem a dançarina expressar sua graça e feminilidade e o homem mostrar num curto espaço de tempo toda sua sensibilidade e encantamento pela música como se demonstrasse a alegria de viver. Qualquer que seja sua origem seja como for evoluiu, a rumba é dançada hoje nos salões de baile na maioria dos países ao redor do mundo, é agradável, ritmo atraente e fácil de aprender.
Rumba Afro-Cubana
A teve a sua origem nos escravos trazidos de tribos africanas, mais precisamente na região de Quimbundo, Crioulla e Guiné. A sua dança era inspirada no quotidiano e nos movimentos de alguns animais, como por exemplo os galos. Estas danças eram também a fonte de inspiração dos Orishas, principalmente em Xangô, no entanto todos os orishas representam a rumba afro-cubana.A dança agrupa uma combinação de movimentos do corpo, principalmente de braços e peito. A melodia era considerada menos importante, uma vez que será o cruzamento de ritmos produzidos pela percussão dos mais variados objectos do dia-a-dia.
CUBA
Os negros foram levados pelos espanhóis para Cuba, estes traziam consigo a sua cultura, mas devido à escravidão esta dança foi escondida durante muitos anos. Somente em 1886, com a abolição da escravatura em Cuba, os ex-escravos foram libertados à sua sorte e, como não puderam permanecer no campo, pois não possuíam terras para a agricultura e estavam debilitados economicamente, tiveram que ir viver para a periferia das pequenas aldeias e cidades.
Existem 3 versões de como se implementou a rumba:
1ª – Os negros pobres de Havana e de Matanzas criam a rumba, como protesto contra a sociedade que os marginalizava, embora já fossem completamente livres eram tratados como cidadãos de segunda.
2ª – Distintas tribos africanas misturaram-se, juntamente com os brancos assalariados que trabalhavam nos pequenos negócios nas cidades. Neste contexto, surgiu a festa colectiva e profana chamada Rumba ( que significava – fiesta ), com tal impacto que a palavra rumbeiro se utiliza para designar uma pessoa festeira, e rumbear, a actividade festiva intensa, tanto em Cuba como em todo Caribe.
3ª – Há quem afirme que a rumba vem de um outro ritmo denominado guaguancó, desde a época em que os colonizadores trouxeram para Cuba a chamada música flamenga, há mais de 400 anos. O estilo espanhol fundiu-se com os ritmos primitivos que os escravos africanos tocavam nos batás, originando-se dessa mistura de sons o novo ritmo em suas várias versões. (Os batás eram espécies de tambores de duas bocas feitos a partir de troncos ocos de árvores e eram considerados pelos africanos como tambores sagrados de Xangô ).
Na época de sua criação a Rumba animava as festas espontâneas realizadas pelos negros nos solares – pátios dos casarios – e originalmente eram identificadas em três formas distintas: a colúmbia executada pelos escravos, o guaguancó sugerindo o jogo de sedução e o yambú de forma mais lenta evocando a postura dos idosos.
(Iremos numa próxima postagem falar de todos os géneros).
O seu desenvolvimento a seguir a abolição da escravatura foi difícil, devido à pobreza extrema dos grupos sociais que viviam na periferia da cidade, os instrumentos utilizados na rumba foram os móveis, utensílios da casa e do trabalho diário; em pouco tempo, passou-se a utilizar as caixas usadas na importação do bacalhau (fonte de renda nacional na época) pela sua boa madeira. Tais caixas foram a inspiração para o modelo hoje utilizado chamado “cajón”.
Inicialmente, a forma primitiva de dançar dos escravos escandalizou os brancos nativos, criando assim um processo de refinamento que durou anos.
Somente a partir da década de 40, é que a rumba cubana se internacionalizou. Invadiu os salões e as telas dos cinemas em todo o mundo; cantores cubanos foram convidados a se apresentarem nos palcos da Europa e dos EUA, tais como orquestras cubanas: Lecuona Cuban Boys, Machito y sus Afro Cuban , Sonora Matancera são presenças constantes nos palcos internacionais; surgem os primeiros rumbeiros famosos nos palcos e nas telas de cinema, tais como Maria Antonieta Pons , Ninon Sevilha, Cuquita Carballo e outras mais.
Nos EUA, nasceu a rumba quadrada (1930-40) introduzida por bailarinos e emigrantes cubanos que também criaram, no mesmo período, o filho mais famoso da rumba – A Salsa.
Monsieur Pierre e Doris Lavelle introduziram a verdadeira rumba cubana nos EUA (Nova Iorque) e na Europa (Londres), mas só foi aceita com muito argumento no ano de 1955, tendo sua versão oficialmente reconhecida.
Hoje a Rumba como dança de salão social ou em competições, é unificada razoavelmente bem e uniforme. Mas isto não significa que a Rumba sempre foi bem definida e claramente categorizou a dança; de fato, sua origem e evolução é uma história complicada. A palavra RUMBA realmente é um termo genérico e cobre uma variedade de nomes do qual afro - cubano, son, danzon, guarija , mambo , conga, guaracha, nanigo, são mais alguns. Os nomes das danças vem de muitas fontes e a pessoa não deve tentar nenhuma tradução literal: por exemplo, "son" em espanhol significa simplesmente "som". Há duas fontes básicas da dança; uma espanhol e outra africana. Embora o crescimento principal estivesse em Cuba, havia desenvolvimentos da dança semelhantes ao que aconteceu nas outras ilhas caribenhas e na América Latina geralmente. A influência da Rumba entrou no século XVI com os escravos importados da África. A dança era inspirada no passeio do galo e consequentemente mostrou uma semelhança à dança folclórica nacional chilena. Inicialmente, a forma primitiva, escandalizou os brancos, e então sofreu um refinado processo durante anos. Foi dançado num ritmo sincopado o qual parava na segunda batida da música

Conclusão
Concluímos que através dos tempo esses dois estilos musicais,tanto a rumba como o mambo tiveram várias mudanças no caso da rumba no decurso da história, a Rumba tem desempenhado muitos papéis; começou como dança de fertilidade, tendo as versões posteriores humanizado esta tendência. A maior parte da coreografia usada na Rumba atual mantém a história secular das tentativas da mulher para atrair o homem, servindo-se dos seus encantos. Durante uma Rumba bem coreografada existe sempre um elemento de provocação e fuga. O ritmo da Rumba baseia-se em quatro tempos em cada compasso, dos quais o quarto é o mais forte.Já no mambo,tiveram cantores que revolucionaram esse estilo musical como o Pérez prado que é considerado o rei do mambo,não só ele mas o Tito Puente, “Machito “ entre outros citados

domingo, 20 de setembro de 2009

Natália Ferreira akie (siim uma invasao no blog)


Nao tenho como nao fala dela!agente acaba com tudo juntas ja fizemos cada coisa! que puta que pariu hem! (nunca saberao)
zééééé te amo muito !
ela teve do meu lado,quandu eu precisei ela me da colo quandu eu peço ela estar comigo sempre!(momentos bons e ruins).ela e minha amiga siim pessoal tenho uma amiga !o que nos tempos de hoje e meio complicado sei que nela eu poço confiar!
a Bê e uma pessoa muito bacana tenho o privilegio de ser amiga dela eu amo muito essa pestinha !
caranba se vc num conheçe vc num sabe o que ta perdendoo ela e capaz de consquistar tudo e todos com seu jeito meigoo e forte ao mesmo tempo!
so tenho que declara coisas maravilhosas sobre ela igual a ella nao tem!
ass:Natália Ferreira (ella e eu somos escorpianas)
obs: SIM, EU AMO A BRUNA CASTRO UAHUAHUAUHA